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sábado, 31 de dezembro de 2022

Que venha 2023

É 2022, não foi fácil ver você passar. Afinal, a gente não fica aqui de bobeira, vendo a vida nos levar. A COVID ainda nos acompanha até hoje, mas sabemos que agora tem uma vacina que nos protege. Que se tivesse sido comprada mais rapidamente e se houvesse compromisso com a vacinação, possivelmente teríamos evitado a metade ou mais, das quase 700 mil mortes ocorridas no Brasil. Mas, além de enfrentar a covid, aprendemos que temos que enfrentar a mais antiga das maldades, a mentira, nunca na história da humanidade, ela esteve tão presente, tão eloquente, e produzindo compreensões distorcidas da realidade, criando conflitos, confundindo as pessoas, produzindo subjetividades com dificuldades de compreender a realidade. Trabalhamos muito nas eleições. Temos a certeza de que boa parte do sofrimento vivido hoje pelo povo brasileiro está relacionado a política governamental. Enfrentamos as eleições mais desiguais e perversa, onde a compra de votos, o assédio, estiveram presentes no dia a dia e sempre associada a uma ameaça ao estado democrático. Foi um ano de muitas perdas. Ainda que, nem menores ou maiores que as perdas dois anos anteriores. As perdas não podem ser medidas. O que se pode é avaliar o que se deixou de fazer para evitá-las. A sociedade brasileira escolheu seu projeto de futuro. Mesmo que tenha sido uma divisão na sociedade brasileira. Um projeto democrático de sociedade deve considerar a escolha da maioria. É assim, temos um processo de escolha, onde no segundo turno só teremos 2 candidatos. O projeto vitorioso, é aquele que obtém 50% + 1 dos votos. Agora é arrumar a casa, reconstruir as políticas públicas que reduzem a pobreza, cuidam da saúde, da educação, oferecem ao povo a condição de uma vida digna. Amanhã começa uma nova etapa. Não será fácil. O fujão deixou terra arrasada, rios empesteados de mercúrio do garimpo ilegal, comunidades indígenas sem cuidados básicos e muitas de suas lideranças assassinadas, florestas desmatadas e incendiadas, ilegalidades enormes no bolsa família, SUS e educação sucateados, nossas universidades e centros de pesquisa sem recursos mínimos para pagar a conta de luz, isolamento mundial jamais experimentado. Um rombo financeiro e distorções em política econômica trazendo mais pobreza e sacrifício à população mais pobre do país. É foi assim, para mudar exigiu muito sofrimento, muito trabalho. Muito desgaste. Mas a certeza que valeu a pena. Valeu reencontrar todos novamente na luta por um mundo melhor. Valeu trabalhar procurando contribuir para que as pessoas não fossem enganadas com notícias falsas. Valeu estar com todos vocês nessa luta. Valeu a certeza que: Vivemos esperando Dias melhores Dias de paz, dias a mais Dias que não deixaremos para trás Dias melhores para sempre. (jota Quest) Mas sabemos que construir essa estrada dá trabalho, muita coisa precisa ser desenvolvida para oferecer respostas mais efetivas as necessidades da população, e isso precisa que estejamos juntos. É preciso buscar alguns que ficaram no caminho, confundidos por narrativas enganosas. Não queremos um mundo sem divergências, pelo contrário queremos poder trocar ideias, discutir, mudar de opinião, rever conceitos. “Somos nós que fazemos a vida, Como der, ou puder, ou quiser” (Gonzaguinha) “Acredito é na rapaziada Que segue em frente e segura o rojão Ponho fé é na fé da moçada Que não foge da fera e enfrenta o leão Eu vou à luta com essa juventude Que não corre da raia a troco de nada Eu vou no bloco dessa mocidade Que não tá na saudade e constrói A manhã desejada.” (Gonzaguinha) Eu apenas queria que você soubesse Que aquela alegria ainda está comigo E que a minha ternura não ficou na estrada Não ficou no tempo, presa na poeira. (Gonzaguinha) Pois é que venha 2023, com muita disposição para o trabalho, muita alegria, ternura, num bloco que contribui na construção da manhã desejada por todos nós.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Perdemos Thiago de Mello

Esse texto foi escrito em 15 de janeiro de 2022 Po algum motivo não publiquei aqui. Antes tarde do que nunca. Ontem, perdemos Thiago de Mello, o poeta da floresta que como poucos cantou a liberdade e a esperança. Fez dos seus versos uma arma mortal para os que não acreditam na possibilidade de uma vida mais digna. Seus versos conheci ainda na faculdade. Faz escuro mais eu canto, porque a manhã vai chegar. Quando chegou tive a oportunidade de assistir a um sarau de poesias no DCE da federal hoje espaço belas artes. Foi uma emoção marcada por palavras fortes, marcada pela certeza que juntos encontraríamos o caminho da esperança e da liberdade. Thiago de Mello nos deixou além da poesia, seu exemplo, sua dedicação e perseverança na luta por um mundo melhor e mais digno para todos. Vai descansar Thiago, a luta agora e nossa e a luta continua.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Que Governo é esse?

Que tem Ministro do MEIO AMBIENTE QUE DEFENDE PASSAR A BOIADA em cima de tudo. Legalizando venda ilegal de madeiras, o os incêndios na floresta, Que tem MINISTRO DA SAÚDE QUE DEFENDE USO DE MEDICAMENTOS INEFICAZES para combate a doenças, Que o SECRETÁRIO DE CULTURA defende uso de recursos da cultura para eventos de propaganda de armas, Que o MINISTRO DA EDUCAÇÃO ANDA ARMADO, e deixa a arma disparar em pleno aeroporto, Que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA DEFENDE TORTURADOR e da GRAÇA (Perdão) a defensor de atos antidemocráticos, fechamento do congresso e o AI5. INACREDITAVEL AINDA BEM QUE ESTE ANO TEMOS ELEIÇÕES

sexta-feira, 4 de março de 2022

A CULPA É da NATUREZA

A Culpa é da natureza. Quando ainda estava na faculdade fazia estágio numa escola aqui em BH – Instituto Criança Feliz, Escola Montessoriana que não existe mais. Ajudei a organizar uma reunião de pais onde trouxemos o professor Ângelo Machado para uma conferência, durante o convite, havia conversado com ele sobre a atividade e ele sugeriu a época que tratasse do tema do medo dos bichos. Achei interessante e acabei sendo convidado por ele para buscar opiniões das crianças sobre a percepção do medo dos bichos. Tinha que perguntar a elas por que os bichos do zoológico ficavam presos. E a resposta das crianças menores eram em sua maioria, “porque se não como a gente poderia vê-los. Ou seja, quem na verdade passava os medos para as crianças eram os adultos, já que as crianças não tinham ainda essa percepção do medo. Achei aquilo muito interessante, foi uma convivência que marcou minha vida, como estudante, profissional, professor e pesquisador. Aprendi a olhar com cuidado sobre os fenômenos e buscar compreender como que nós humanos significamos aquilo que nos é apresentado pela nossa relação com o mundo. Prof. Ângelo dizia para mim, os adultos destroem as florestas porque aprendem desde pequenos que a floresta é cheia de bichos maus, selvagens, que nos atacam. Fiz essa pequena introdução para comentar o resultado da investigação sobre o “acidente” da queda de uma parte do paredão no lago de furnas. Mais uma vez a culpa é da natureza. Aquele lago é uma intervenção humana, é um lago artificial criado para tocar geradores de energia elétrica. Aquele paredão não tinha um lago em torno dele originalmente. Além disso existem vários empreendimentos imobiliários ao redor do lago. Esses empreendimentos também foram criados pelos seres humanos. A defesa civil e o instituto de meteorologia indicavam chuvas intensas na região, com riscos de cabeça d`água. O dia estava nublado, havia um número enorme de barcos na região, não havia regras claras da distância que se deveria manter dos paredões, havia pessoas nos barcos sem coletes salva-vidas, não havia estratégia de sinalização entre as embarcações e até mesmo do próprio local caso percebessem a necessidade de se afastarem. Mas a culpa é da natureza. Lembrando do prof. Ângelo Machado, concluo que so seres humanos destroem a natureza pelo mesmo motivo que matam os bichos e queimam as florestas. Os seres humanos têm medo da natureza. Por isso a destroem. Por isso botam fogo nas florestas, destroem as montanhas, esgotam os recursos naturais, poluem os rios e os mares. Tudo culpa da natureza, apoiados nos relatórios das fiscalizações, dos peritos, da polícia. INACREDITÁVEL

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Que venha 2022

Passei dias rodeando essa folha, O que escrever nesse último dia do ano de 2021, não escrevi. Passou o primeiro dia, o segundo quase terminando. Ano difícil onde perdemos desnecessariamente mais de 600 mil pessoas no Brasil por falta de cuidado e descaso do governo. E outros milhões ao redor do mundo por motivos semelhantes, e ainda continuamos perdendo. Ano em que milhares perderam empregos, Ano em que vivenciamos, sofrimentos, tristezas, solidão, medos, e ao mesmo tempo alegria, alívio quando vimos que havia uma saída chamada vacina e que não tínhamos nos infectado. A ciência, o conhecimento e a solidariedade nos mostraram o caminho. Numa condição de existência tão entrelaçada quanto a que vivemos hoje, parece delírio, considerar que liberdade é poder infectar outras pessoas, é não considerar o respeito a comunidade, ao outro. Mas temos demonstrado que como seres humanos aprendemos muito, com todas as dificuldades que enfrentamos, uma maioria absoluta está se vacinando e tomando os cuidados necessários. Os insensatos são minoria, embora continuem promovendo estragos continuamente. Foi muito gratificante ver o SUS desempenhando de maneira impecável o seu trabalho, demonstrando claramente que não se construiu uma política de governos, mas uma Política de Estado que apesar dos desmandos seguiu corretamente seu trabalho, demonstrou sua capilaridade, sua capacidade de resposta, o envolvimento dos seus trabalhadores. E nos mostrou também onde devemos investir nos próximos anos para enfrentar as dificuldades que ainda virão. Teremos um ano desafiador pela frente, pois precisamos encontrar novas formas de conviver, trabalhar, divertir com segurança e continuar enfrentado a pandemia, pois ela ainda não parece definitivamente controlada. Sabemos que para isso também teremos que pensar coletivamente, não adianta vacinarmos alguns e outros não, e digo isso não pelos que não querem, mas aqueles que pelas desigualdades existentes ainda não tiveram acesso as vacinas. Temos que pensar planetariamente, ou cuidamos de todos, ou todos viveremos os reflexos desse descuido. As questões climáticas já nos demonstram isso com uma intensidade que jamais vimos. Frio, calor, enchentes, secas, tempestades de areia, etc. etc. Se não cuidarmos de todos essa pandemia não será controlada. Precisamos recuperar nosso lugar nesse país, e porque não dizer nesse mundo. Não é possível que continuemos a viver nesse país achando natural que pessoas morram de fome, que outros não tenham onde dormir, que não possam descansar, que a educação não deva estar disponível para todos, que a moradia, a saúde, o trabalho, uma vida digna, seja privilégio de poucos. Precisamos tomar o rumo dessa história, cuidar do planeta, cuidar das florestas, dos animais, CUIDAR DAS PESSOAS. Conquistamos um desenvolvimento que até bem pouco tempo não passava de ficção científica, temos capacidade de comunicação, de troca de informações que deveria nos permitir viver comunitariamente com maior intensidade. Entretanto ela tem sido usada para nos induzir ao consumo, cada vez mais desvairado, exigindo dos nossos recursos naturais uma capacidade de reposição que de fato não está disponível pela natureza. Temos colocado nossas crenças acima do direito individual e coletivo e da liberdade de pensar diferente. Temos assistido por todo mundo um discurso de ódio, onde aquele que pensa diferente precisa ser eliminado, onde a diferença se torna intolerável. Em especial no Brasil esse discurso tem sido ampliado por pessoas que deviam reconhecer a diferença e valorizar as divergências. Até porque só ocupam os lugares em que estão, porque outros consideraram que deveriam ser ouvidos, ainda que discordassem. Creio que por tudo isso estava difícil escrever, nossa tarefa é dura, será árdua, mas precisa continuar. Mais uma vez quero estar com vocês nessa luta, talvez ela seja ainda a distância, talvez tenhamos que usar mais a internet, mas quero estar com vocês, combatendo um bom combate. Hoje escutei essa música do Gonzaguinha e achei que ela expressa um pouco esse sentimento que queremos. É! A gente quer valer o nosso amor A gente quer valer nosso suor A gente quer valer o nosso humor A gente quer do bom e do melhor A gente quer carinho e atenção A gente quer calor no coração A gente quer suar, mas de prazer A gente quer é ter muita saúde A gente quer viver a liberdade A gente quer viver felicidade É! A gente não tem cara de panaca A gente não tem jeito de babaca A gente não está Com a bunda exposta na janela Pra passar a mão nela É! A gente quer viver pleno direito A gente quer viver todo respeito A gente quer viver uma nação A gente quer é ser um cidadão A gente quer viver uma nação É, é, é, é, é, é, é! SEM MEDO DE SER FELIZ... Francisco Viana Jan/2022

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Estamos no último dia do ano de 2020. Ano que preferia que tivesse acabado em março. Vivemos neste ano coisas que só na ficção cientifica conhecíamos. Fomos literalmente atropelados por pelo menos dois inimigos ferozes. Um invisível, que para combatê-lo dependíamos de conhecimentos que ainda não estavam estruturados. O outro, a ignorância, o descaso com o outro, o desrespeito com a vida humana. O primeiro inimigo, já descobrimos muitas coisas sobre ele, encontramos estratégias de enfraquecê-lo, reduzir seu furor transmissível, e agora estamos chegando a uma vacina que poderá enfraquecê-lo, controlá-lo ou até mesmo, melhor seria eliminá-lo. Temos confiança na ciência e na capacidade de luta dos profissionais de saúde mundo afora. O segundo personificado naquele que ocupa a cadeira de presidente da república parece mais difícil. Nele se encontram amarrados um bando, que com sua presença perdeu a vergonha de falar asneiras, acreditar em afirmações absolutamente inconsistentes, e o pior acreditar que a única forma de impor sua visão de mundo é eliminando todos que pensam diferente. Para esse teremos que refletir mais, estudar mais, aprofundar nossos conhecimentos na formação dos seres humanos. Precisaremos de todos os conhecimentos científicos existentes e tudo que ainda pudermos desenvolver para travar essa batalha. Fui buscar num poema de Miguel de Cervantes, sonho impossível, a força que precisamos e que desejo esteja com todos nós. O próximo ano não será fácil. Mas é preciso continuar a luta. Buscar um mundo melhor mais justo, menos desigual. Essa deve ser a nossa lei. Quero estar com vocês nessa luta nos anos que virão. ---------------------------------------------------------- Sonho Impossível Miguel de Cervantes Saavedra (Dom Quixote de La Mancha) ----------------------------------------------------------- Com fé o impossível sonhar combate o mal sem temor triunfa sobre o medo invencível e em pé suporta a dor Ame a pureza sem igual busque a verdade nos defeitos viva com os braços abertos acredite num mundo perfeito É meu ideal a estrela alcançar não importa quão longe possa estar lutar pelo bem sem duvidar nem temer disposto ao inferno chegar se este for o dever E eu sei que se conseguir ser fiel ao meu sonho ideal estará minha alma em paz quando chegar a minha vida ao final Será este mundo melhor se houve quem desconsiderando a dor combateu até o último alento Com fé o impossível sonhar e a estrela alcançar. ----------------------------------------------- Segue a Verão adaptada para o musical para O Homem de La Mancha de Ruy Guerra J. Darion - M. Leigh - Versão Chico Buarque e Ruy Guerra/1972 ------------------------------------------------ Sonhar Mais um sonho impossível Lutar Quando é fácil ceder Vencer o inimigo invencível Negar quando a regra é vender Sofrer a tortura implacável Romper a incabível prisão Voar num limite improvável Tocar o inacessível chão É minha lei, é minha questão Virar esse mundo Cravar esse chão Não me importa saber Se é terrível demais Quantas guerras terei que vencer Por um pouco de paz E amanhã, se esse chão que eu beijei For meu leito e perdão Vou saber que valeu delirar E morrer de paixão E assim, seja lá como for Vai ter fim a infinita aflição E o mundo vai ver uma flor Brotar do impossível chão

domingo, 9 de agosto de 2020

SOU FRANCISCO VIANA, PSICÓLOGO, SERVIDOR DO SUS APOSENTADO. QUERO REGISTRAR MINHA INDIGNAÇÃO PELA MORTE DE MAIS DE 100.000 PESSOAS QUE PODERIAM TER SIDO SALVAS, SE NÃO TIVÉSSEMOS NEGLIGENCIADO AS DEMANDAS DE NOSSA POPULAÇÃO E REDUZIDO INVESTIMENTOS. QUERO MARCAR MINHA INDIGNACAO TRAZENDO UMA HOMENAGEM DE UM GRANDE LUTADOR QUE TAMBEM PERDEMOS, D. PEDRO CASSALDALIGA, LENDO DOIS DE SEUS MARAVILHOS POEMAS. ALGUEM QUE NOS ENSINOU QUE HÁ MOMENTOS DE ESPERAR E OUTROS EM QUE A URGENCIA NÃO NOS PERMITE ESPERAR SABER ESPERAR SABER ESPERAR, SABENDO QUE O TEMPO NÃO EXISTE MAIS. NEM O CORREIO NEM A IMPRENSA TEM SUA CAIXA NA FLORESTA. O SOL É DE ONTEM, DE SEMPRE. E UM DIA É MAIS UM DIA. A NOITE COM MURIÇOCA. A LUA, NÃO É PARA SE FIAR. AMANHA SERÁ OUTRO DIA, E ARROZ NÃO NOS FALTARÁ.... ACORDAREMOS CANSADOS COM VONTADE DE SENTAR. MAS COM A ESPERA NO OMBRO, E NOS CABERÁ ESPERAR. OUTRO DIA, TODO DIA, PARA APRENDER A ESPERAR O SEGUNDO POEMA CHAMA SE - RETIFICAÇÃO SABER ESPERAR, SABENDO AO MESMO TEMPO, FORÇAR AS HORAS DAQUELA URGENCIA QUE NÃO PERMITE ESPERAR.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Uma convocação ao Bom Senso. Meus Amigos, EU NÃO VOTEI NO KALIL, MAS NESSE MOMENTO NÃO CONSIGO FICAR PARADO ASSISTINDO MAIS UMA AÇÃO DE UM BANDO DE GENOCIDAS, TRAVESTIDOS DE DONOS DE BARES E RESTAURANTES DA NOSSA CIDADE. NO MUNDO INTEIRO BARES E RESTAURANTES TIVERAM QUE AGUARDAR A REDUÇÃO REAL DO NÚMERO DE INFETADOS E MORTES PARA REABRIREM AS PORTAS. EU ADORO UM RESTAURANTE, E GOSTO DE FREQUENTA-LOS. MANTENHA FECHADO KALIL, ESSE JUIZ PARECE SER MAIS UM QUE TAMBÉM NÃO ACREDITA NA CIÊNCIA, NÃO DEVE TER APRENDIDO EM SEU CURSO DE DIREITO A ANALISAR TABELAS E CONHECER O QUE É O CRESCIMENTO DE NÚMEROS DE MORTES E PESSOAS INFECTADAS. CERTAMENTE ESTÁ MUITO BEM PROTEGIDO, DENTRE DE SUA CASA MUITO ESPAÇOSA ONDE MANTEM A DISTÂNCIA SEGURA DAQUELES QUE PRECISAM TRABALHAR PARA MANTER AS ATIVIDADES ESSENCIAIS EM ANDAMENTO. QUERIA CONHECER A LISTA DOS RESTAURANTES QUE ESTÃO ASSOCIADOS A ESSA DIRETORIA GENOCIDA DESSA ASSOCIAÇÃO DE BARES E RESTAURANTES. CERTAMENTE NÃO CONTARÃO MAIS COM A MINHA PRESENÇA NESTES RESTAURANTES. E CONVIDO AOS MEUS AMIGOS A TAMBÉM BOICOTAR AQUELES QUE MANTEM ESSES GENOCIDAS EM SUA DIRETORIA. ESSA ATITUDE É INACEITÁVEL, NENHUMA ECONOMIA VALE MAIS QUE UMA VIDA. ESTAMOS INDO MUITO BEM, NÃO TIVEMOS ATÉ AGORA UM COMPLETO CAOS NO SISTEMA DE SAÚDE, SOMOS O TERCEIRO MAIOR ESTADO EM POPULAÇÃO E TEMOS CONSEGUIDO MANTER UM SISTEMA SOB TENSÃO, MAS FUNCIONANDO. ASSIM VAMOS APOIAR AS PROPOSTAS DO GRUPO DE TRABALHO COMPOSTO DE MÉDICOS INFECTOLOGISTAS E TÉCNICOS DA PREFEITURA PARA SALVAR VIDAS EM NOSSO ESTADO. MANTENHA FECHADO KALIL

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Vulnerabilidade e saúde mental: perspectivas dos estudos e pesquisas na atualidade

Deixo aqui o link do do gravação da live com alunos do Pitágoras sobre. Click No link e assista a conversa e deixe sua opinião https://youtu.be/BmwKoJblEcM

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Caminhos

Entre dois pontos uma reta... Entre duas retas um espaço... No espaço uma possibilidade.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Vai 2019... Hoje resolvi fazer uma releitura em alguns textos e reencontrei Ana Elisa Ribeiro numa ótima crônica. O que me convidou a escrever esse. Assim começa essa crônica , Há! Vou me deter em alguns trechos, construindo um diálogo que nunca aconteceu de fato. Embora possível. Você viveria sua vida de Novo? Saramago afirma que sim, viveria, repetidamente, ponto a ponto, sua vida de novo, da forma exata como foi. Para ser mais precisa e como dizemos por aqui: “sem tirar nem por”ou “cuspido e escarrado”(por ora dispenso os ensinamentos sobre a origem da expressão) (e eu também). E como deve ser bom ouvir isso da boca de alguém. Querido, eu faria tudo de novo. Amor eu me arriscaria pelas mesmas sendas. Não deve ser fácil ter toda essa disposição. E talvez elas não sejam cem por cento verdade. A vida como ela é, não passa de uma ficção, uma narrativa que a gente se conta o tempo todo. Ana Elisa... Não arrisca em dizer um “sim” muito veemente. Nem sempre. Intermitências. Lembro daqui e dali de uns desassossegos. Uns episódios, esparsos, tudo bem, mas que, provavelmente teriam mudado tudo, inclusive (e principalmente) o lugar do ápice, a epifania e, mais a conclusão. The end não seria este. Seria um outro, e termino por julgar: melhor? Quando olho para traz tenho um sentimento de satisfação. Passei 37 anos prestando serviços ao SUS. Ajudei na sua construção. Participei de diversas conversas e contribuí na organização de diversas outras que sempre tiveram como foco o respeito, e a melhoria da assistência à saúde para nossa população brasileira. Casei-me, tive filhos, hoje tenho neto(s) lá se vão mais de 38 anos de convivência, obviamente nem sempre sem desassossegos, mas nada que uma conversa, um respiro, não pudesse superar. Gosto muito do resultado de tudo isso que foi vivido com eles. Fui professor universitário por 18 anos, vivi ótimos momentos, principalmente aqueles que trouxeram para dentro da universidade os alunos do PRÓUNI. Que ávidos de conhecimento e de novas experiências, tanto nos interpelaram, colocaram em questão nossos métodos, nossas aulas, trazendo uma realidade pouco conhecida pelo ambiente acadêmico. Mas que ao final, vinham até a nossa mesa agradecer a aula dada naquele dia. Militei na profissão, e junto com vários amigos, ajudei a criar várias entidades, e principalmente a dar à minha profissão uma dimensão do compromisso social com nosso povo, buscando respeito a diversidade e aos direitos humanos. Vivi como cidadão a luta contra a ditadura, lutei pelas diretas, participei dos temas importantes para construção da nossa constituição, mas principalmente da possibilidade de ver políticas públicas mais inclusivas, trazendo condições de cidadania a uma parcela considerável da população sempre excluída pela política deliberada de aumento das desigualdades sociais. Sabe Ana, à primeira vista é de fato linear, como você, certamente muitas vezes quis ir adiante para ver se valia a pena? “Sei que não seria possível viver tudo de novo, desse jeitinho. Provavelmente quereria fazer o caminho que parecia logo ao lado, para ver onde iria dar. E se pudesse concluir algo, também pediria ao gênio da lâmpada aquele terceiro pedido”. Mas isso não apagaria as coisas vividas. Gonzaguinha diria.... Começaria tudo outra vez Se preciso fosse, meu amor A chama em meu peito ainda queima Saiba, nada foi em vão “Mas se existia outro caminho? se eu pudesse ter comprado aquela passagem? Se tivesse aceitado aquele convite? Nada disso mudaria nossa vida. Apenas abriria ou fecharia um pouco mais a curva da espiral que é nossa vida, não é?” E então eu cantaria a noite inteira Como já cantei, eu cantarei As coisas todas que já tive, tenho e sei Um dia terei A fé no que virá E a alegria de poder olhar p'ra trás E ver que voltaria com você De novo viver nesse imenso salão A todxs os meus amigos, amigas, meus familiares, ex-alunas e alunos, colegas de trabalho e militância, Gostaria de dizer que voltaria a viver com todos vocês nesse imenso salão, como disse Ana Elisa, talvez não fosse possível nos repetir, mas ainda assim gostaria de estar com todos vocês de novo nesse caminho continuando a luta por um mundo menos desigual, mais sustentável e mais justo. Ao som desse bolero Vida, vamos nós E não estamos sós Veja, meu bem A orquestra nos espera Por favor, mais uma vez Recomeçar. Francisco Viana 1)Ribeiro, Ana Elisa. Chicletes, lambidinha e outras crônicas, 2012 2)Luiz Gonzaga, Gonzaguinha - Começaria tudo outra vez

sexta-feira, 31 de maio de 2019

HOJE NOSSA RUA FICOU MAIS POBRE. Hoje nossa rua ficou mais triste. Perdemos dois Ipês de uma só vez. É verdade que estavam demostrando seu enfraquecimento já há algum tempo. Fruto de podas malfeitas, toscas, somadas às condições insalubres de uma grande cidade. Mesmo assim ainda estavam vivas, podia-se ver pela cor de seu caule já no chão. A verdade é que já enfrentávamos essa situação a muito tempo, Certa de um ano atrás uma voz solitária suspendeu o corte, apenas com uma pergunta, Alguém tem um laudo indicando que elas devem ser cortadas? Foi o suficiente para que ganhassem mais um ano de vida e nos brindassem ao tempo certo com mais uma e última florada. Não estavam mortas. Perdemos um pouco mais de sombra, Perdemos o cheiro das flores, a cor viva que coloria nossas calçadas, Teremos um sol mais forte em nossas janelas, Nossa intimidade mais devassada, Principalmente perdemos acordar pelas manhas de setembro e ao abrir a janela nos depararmos com um buque de flores a nossa frente, Vamos plantar outra, certamente, mas ficará para os netos assistirem à chegada das águas, Para nós ficará a lembrança....

terça-feira, 23 de abril de 2019

23/04/2016 Aos amigos Psicólogos, Alunos da Psicologia e Ex alunos e alunas, Fui assistir neste feriado ao filme que conta parte da história de “Nise da Silveira, O coração da Loucura”. Médica Psiquiatra, que conseguiu se tornar uma referencia para três profissões, para os Psiquiatras, para os Psicólogos e para os Terapeutas Ocupacionais. Nise uma mulher moderna, democrática, a frente do seu tempo, demostra na sua prática, o respeito pelos portadores de sofrimento mental, e contribui para resgatar o melhor que havia em cada um deles. Após sair da prisão, (ficou presa durante a intentona comunista, no mesmo presidio de Graciliano Ramos, tendo se tornado uma das personagens, junto com Olga Benário Prestes, de seu livro Memórias do Cárcere). A doutora Nise da Silveira (Gloria Pires) propõe uma nova forma de tratamento aos pacientes que sofrem da esquizofrenia, eliminando o eletrochoque e lobotomia. É um filme imperdível. Ótima interpretação de Gloria Pires.

sábado, 20 de abril de 2019

Decidi Passar para este espaço várias postagens que fiz no Facebook. Assim vou copia-las para cá e colocar data para ficar coerente com o momento da escrita. Essa de hoje é de 06 de abril de 2019 Hoje fui assistir um filme que todos nós profissionais de saúde deveríamos assistir. O Tradutor. Com Rodrigo Santoro. A história de um professor De literatura russa convocado para fazer tradução para os familiares e pacientes do desastre de Chernobyl. Muito cuidadoso. Triste, realista, mas que mostra como também precisamos cuidar de quem cuida. E também uma oportunidade para conhecermos o comprometimento dos profissionais cubanos e do sistema de saúde de Cuba. Não percam.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Que venha 2019 Hoje foi difícil iniciar esse texto. 2018 foi um ano para não esquecer. Foi particularmente difícil para mim, pois confirmar a decisão de me aposentar da FHEMIG onde trabalhei por 37 anos e em especial da Maternidade Odete Valadares onde estive nos últimos 15 anos foi e ainda continua sendo difícil. Ser desligado da Universidade após 18 anos de trabalho sem que isso estivesse nos meus planos foi ainda pior. O resultado das eleições foi só a consequência de um processo que já assistíamos desde a consolidação do golpe contra uma presidenta eleita contra a qual não se provou nada, a não ser o preconceito machista de um bando de reacionários inconformados com a derrota na urnas que se juntam para entregar mais uma vez o pais para interesses multinacionais. Não tenho muitas expetativas boas para 2019 muito menos para os anos que se seguem. Não acredito nesse governo eleito e principalmente discordo em todos os aspectos que tudo que vem sendo dito como proposta para o Brasil. Viveremos tempos difíceis. Para se avaliar meu estado de hoje estava escutando Bibi Ferreira na peça de Chico Buarque Gota d’Agua. Texto belíssimo, mas duro, e nos mostra a disposição que deveremos ter para enfrentar o futuro. RESISTÊNCIA E LUTA. Luta sem trégua, resistência sem perder a ternura jamais. Seremos provocados a todo instante, em diversas formas, com tentativas de destruir tudo que construímos de políticas públicas e sociais nos últimos anos. Temos que tomar cuidado para não ser engolidos pela ganância em destruir e deixar passar outras perdas desapercebidas. Eles vão atacar sempre fazendo muito estardalhaço numa área, para prender nossa atenção e vão sub-repticiamente tentar passar outras, tentando manter o movimento social distante. Ou ocupado. Essa elite brasileira gosta é de dar esmolas, não suporta o Direito Social, porque precisa aliviar sua culpa escravagista nas indulgencias que recebe para garantir seu espaço no céu. Por isso não podemos nos dividir, nos dispersar, nem nos descuidar. Devemos estar atentos e juntos a cada um de nós. A regra é essa: NINGUÉM SOLTA A MÃO DE NINGUÉM Eles pensam que a maré vai, mas nunca volta, Até agora eles estavam comandando o meu destino e eu fui, fui. Fui recuando, recolhendo fúrias, Hoje sou onda solta, e tão forte quanto eles me imaginam fraca, Quando eles virem invertida a correnteza quero ver se resistem a surpresa e quero ver como eles reagem a ressaca.(Chico, Gota d’agua, 1975) Assim convido a todos e todas a estaremos atentos todos os dias, sempre lembrando que estamos todos de mãos dadas. Só assim continuaremos juntos contribuindo para a construção de um outro mundo mais justo, humano e democrático. Beijos para todos.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Caros Amigos, ex-alunos, familiares Ontem foi um dia muito difícil. Esperei o dia amanhecer para que um boa noite de sono contribuísse para a escrita dessa mensagem. Entretanto acabei precisando mais que uma boa noite de sono. Ontem perdemos uma batalha. Para a construção de uma sociedade Justa, Igualitária, Educada, com Saúde e com acesso aos bens produzidos pela nossa sociedade teremos muitas batalhas. E certamente não venceremos todas de uma vez só. Ontem venceu o discurso conservador. Não conseguimos esclarecer para os eleitores brasileiros o conteúdo das nossas propostas. Nos últimos anos tivemos muitas políticas acertadas, muitos foram incluídos na educação, o Brasil saiu do mapa da fome, O programa Minha casa garantiu milhares de moradias mais dignas a uma população carente que ainda precisa de muito mais. Todos os programas sociais de inclusão, e cuidado com as populações vulneráveis. Mas erramos muito. Fizemos pouca POLÍTICA. Nos afastamos dos movimentos sociais. Eles deveriam estar conosco o tempo todo, desde a proposição, implementação e avaliação de todos os programas. A população tinha que estar mais presente durante todo o governo para entender que as conquistas eram fruto da luta coletiva, do cuidado com o outro, responsabilidade de todos e todas. O modelo republicano presidencialista sempre corre esse risco. Pois elege-se um presidente, muitas vezes não por suas propostas e conteúdo, mas pelo seu carisma. O Brasil é muito grande, tem muitos problemas, são anos de história de descaso. Anos de administração que sempre atendeu interesses das elites dominantes. Reconheço que é difícil cuidar de tudo. Não basta ganhar a eleição! Neste regime tem que ganhar também o congresso. Sem ele não se faz nada. O modelo sempre foi a política do TOMA LÁ DA CÁ. Entramos no jogo. E não por ingenuidade, caímos no golpe, ELES não estavam jogando conosco. Estavam era preparando o terreno para denunciar que fazíamos a mesma coisa. Muitos toparam se aproximar do governo para aproveitar, para tirar proveito da situação e por mais que os governos Lula e Dilma fizessem e fizeram muito, basta verificar toda a legislação anticorrupção foi criada, toda autonomia garantida para o ministério público e policia federal, quantos foram cassados, quantos servidores foram punidos. Mas os mecanismos de controle não foram suficientes, e aí ficou todo mundo no mesmo saco. A imprensa MARROM, como gostava de chama-la o Brizola, fez o mais fácil. Demonizou o PT, construiu o antipetismo aproveitando dos erros cometidos. Apesar das redes sociais não conseguimos descontruir essa imagem, de partido envolvido com a corrupção. Embora todos os dados mostrem que o PT não está entre eles, não é o que tem mais pessoas presas e condenadas, seus parlamentares não são maioria entre os indiciados. Mas nisso nossa imprensa é boa. Vive e constrói impérios em cima dos recursos públicos, numa atividade que é uma concessão pública e que todos os países do mundo possuem sistemas claros de regulação. Mas aqui ainda não fizemos. Regulamos o sistema de telefonia, o sistema viário terrestre, aéreo e naval, o sistema de parceria no SUS, no SUAS, Temos parcerias para o sistema prisional, e para diversas outras atividades no Brasil menos para a Mídia, e ninguém está falando em CENSURA, quem gosta de censurar são os donos que controlam o que querem que seja notícia. Falamos de regulação. Não fizemos. O discurso pegou, colou e apesar de todos os esforços não conseguimos muda-lo. E apesar das mudanças que foram feitas na lei eleitoral, nunca tínhamos vivido uma eleição com a participação das redes sociais. (descobrimos que pode haver caixa 2 ai também) e achávamos que a proibição da participação de empresas resolveria a questão!!! Doce ilusão. E como enfrentar das fakenews??? Mentiras pelas redes sociais, que embora não estejam totalmente anônimas, são mais rápidas, disseminam com uma velocidade que, intercepta-las, parece de pouca efetividade. Quanto você percebe o estrago está feito. Apesar do Marco Civil da Internet, aprovado no Governo Dilma, certamente dos pioneiros no mundo, não se mostraram suficientes para assegurar lisura nesse processo eleitoral. Soma-se a uma justiça intencionalmente lenta quando lhe convém, compostas por senhores comprometidos com interesses nem sempre muito republicanos. O resultado é sempre ineficiente. Bom o que fazer... Temos muitas frases, bonitas, animadas. Mas temos que nos manter unidos. Continuar a discutir política, a não aceitar calados todos os retrocessos que poderão vir. Vamos tem muita luta pela frente. Mas descobrimos nessa batalha muitos companheiros com os quais queremos continuar lutando, outros que sabemos estão definitivamente do outro lado, e não os queremos mais junto de nós. Democraticamente aceitaremos a sua existência. Não queremos metralhar nenhum deles. Mas chega. Não farão mais parte da nossa turma. Tem outros que foram enganados, pelos discursos demagógicos, pelas fakenews, pela dificuldade de estudar um pouco de história. Esses nossa paciência histórica deve preserva-los. Pois perceberão os erros no futuro, e poderão se juntar a nós. E não tenham dúvida, precisamos deles. Mesmo que com algumas ideias um pouco diferente das nossas. É assim a democracia. Temos que respeitar as diferenças, muitas vezes elas nos ajudam a compreender melhor as nossas posições. Nas batalhas o que importa é saber com quem estamos junto no bom combate. Construir um OUTRO MUNDO POSSÍVEL, não é tarefa para uma batalha, é uma guerra de muitos anos, muitos abraços, muitos sorrisos, muita tolerância, companheirismo. Muitos Brasileiros já ficaram nessa luta. Fico feliz de saber que estarei junto com vocês construindo uma resistência capaz de nos colocar de novo nos trilhos da construção de um país soberano, justo, igualitário, feliz de novo. Um grande beijo

domingo, 31 de dezembro de 2017

2018 Hoje é o ultimo dia do ano de 2017. Ano difícil, onde vimos ser jogado por terra anos de trabalho na construção de políticas sociais, que nos últimos 13 anos contribuíram para retirar milhões de brasileiros da miséria, para a inclusão de outros milhares de brasileiros no ensino superior, isso sem falar dos índices econômicos de maiores reservas internacionais, quitação de dividas com o FMI, saindo de devedor para credor no plano internacional, um PIB crescente, tivemos ainda uma queda na desigualdade reconhecida pelo relatório da ONU de 2014. Apesar de todas as conquistas vimos que ainda precisamos encontrar estratégias de torna-las políticas mais resistentes as intempéries da nossa governança. Isso nos coloca numa posição de muita luta diante de um ano que começa. Pois não podemos deixar que o retrocesso político comprometa políticas que na última década se mostraram reconhecidas para reduzir a desigualdade, oferecer um atendimento mais digno aos portadores de sofrimento mental, a garantir um processo de inclusão irreversível aos diversos sujeitos portadores de diferenças, dificuldades, além das politicas de cotas e de equidade de possibilidades para as mulheres. Essa música do Gonzaguinha deve ser o mote da nossa passagem de ano. Quero estar com vocês nessa luta. Grande beijo Nunca Pare de Sonhar Gonzaguinha Ontem um menino Que brincava me falou Hoje é a semente do amanhã Para não ter medo Que este tempo vai passar Não se desespere, nem pare de sonhar Nunca se entregue Nasça sempre com as manhãs Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar Fé na vida, fé no homem, fé no que virá Nós podemos tudo, nós podemos mais Vamos lá fazer o que será Ontem um menino Que brincava me falou Hoje é a semente do amanhã Para não ter medo Que este tempo vai passar Não se desespere, nem pare de sonhar Nunca se entregue Nasça sempre com as manhãs Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar Fé na vida, fé no homem, fé no que virá Nós podemos tudo, nós podemos mais Vamos lá fazer o que será

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

VIOLÊNCIA E CONTEMPORANEIDADE A violência não é uma novidade para a humanidade. Presente em toda nossa história, a violência já foi e é periodicamente usada com a desculpa de que é preciso usa-la justamente para conte-la. Parece contraditório, mas é o que se usa para justificar toda a fúria contra o Estado Islâmico e contra as organizações criminosas que se supõe escondidas nos morros cariocas. Conforme Chauí (2002 p.336,) “A violência é percebida como exercício da força física e da coação psíquica para obrigar alguém a fazer alguma coisa contrária a si, contraria a seus interesses e desejos, contrária a seu corpo e a sua consciência, causando-lhe danos profundos e irreparáveis como a morte, a loucura, a auto agressão, ou a agressão aos outros.” A expressão da violência já foi considerada, e em muitas circunstancias ainda o é, um método socialmente aceito para a defesa pessoal, do patrimônio ou de valores ideológicos e morais, outras vezes, até supostamente éticos. No entanto esse método é cada vez mais criticado pela própria sociedade. Os exemplos mais recentes são as justificativas que foram construídas para que o mundo aceitasse a invasão do Iraque e do Afeganistão. Sob a justificativa de se evitar a utilização de armas que pudessem molestar outros países do mundo, e no segundo caso em defesa da própria população local de um governo autoritário e desrespeitador dos direitos humanos, os dois países foram invadidos, armas de destruição em massa foram utilizadas para atacar os supostos opressores, e uma matança sem fim ainda faz vítimas todos os dias naqueles países, principalmente entre mulheres e crianças. Se por um lado a sociedade procura coibir a violência entre seus membros, buscando o controle dos comportamentos e estabelecendo normas de conduta, por outro, na construção dessas mesmas normas, decidiu-se no Brasil, que as armas podem e devem continuar sendo comercializadas livremente. Alguns países justificam essa decisão, com o jargão da democracia, é o caso dos Estados Unidos, incluindo aí o direito de utilizá-las contra outras pessoas. Assim é importante esclarecer que a violência está longe de ser um comportamento completamente injustificável, o que a humanidade tem feito é construir essas justificativas e regras para o seu uso. Elas se fazem presente sempre que a violência aflige mais de perto, seja porque fomos submetidos a um assalto ou qualquer outro ato, seja porque julgamos necessário seu uso para coibir e reprimir o seu próprio uso, ou a sua presença. A violência hoje se faz presente e na maioria das vezes é utilizada com um poder de destruição muito maior que em outras épocas. Nossa proteção pode estar na distância que nos colocamos da cena. Não é preciso mais montar o cavalo, apontar a lança e correr em direção ao inimigo. O poder de fogo pode ser acionado à distância, usando um controle remoto. Os fuzis são de longo alcance e com miras capazes de acerto ao alvo sem erros. É importante afirmar então que não tratamos aqui de uma doença ou de algo que possamos simplesmente eliminar. A violência estará presente em nossas vidas. Precisamos nos cuidar periodicamente, falar dela sempre, conversar e discuti-la. Pois é na ausência da expressão que ela insurge como ato, como alternativa à falta de um discurso, de uma manifestação. Tentando dar significado a ausência da fala, do diálogo. Nossa relação entre seres humanos sempre foi marcada pela violência. No Brasil temos vivido situações de descontrole da violência em todos os seus aspectos. Violência urbana, violência associada ao tráfico de drogas, violência contra crianças e adolescentes, violência contra as mulheres e contra os idosos. Os números são alarmantes e podem ser acompanhados pelo Mapa da violência (http://www.mapadaviolencia.org.br/) Jurandir Freire Costa (2007) em análise do filme tropa de elite marca uma posição clara sobre a estratégia de combate da violência do tráfico com a violência policial. Combater o comércio de drogas e armas com Bopes é querer extirpar a violência com mais violência, isto é, com mais da mesma coisa. Faz sentido discutir com seriedade se a legalização das drogas ilegais seria um antídoto possível para a situação; insensato é persistirmos vendo o problema pelas lentes dos habitantes desse submundo. Nesta guerra entre aspas, o inimigo não são os infelizes do lado de lá ou do lado de cá; o inimigo é a consciência degradada dos que consideram que, para o populacho, favela está de bom tamanho. Conforme Lisboa (2017) Todos os atentados terroristas do mundo nos cinco primeiros meses de 2017 não superam a quantidade de homicídios registrada no Brasil em três semanas de 2015. Em 498 ataques, 3.314 pessoas morreram, de acordo com levantamento da Esri Story Maps e da PeaceTech Lab. A taxa de homicídios da população negra no Brasil superou em quase 2,5 vezes a da população não negra em 2015, de acordo com o estudo do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Conforme os dados do IPEA (2017) A cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras. Os homens jovens continuam sendo as principais vítimas: mais de 92% dos homicídios acometem essa parcela da população. Mais de 318 mil jovens foram assassinados no Brasil entre 2005 e 2015. Apenas em 2015, foram 31.264 homicídios de pessoas com idade entre 15 e 29 anos, Fonte: http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=30253 Conforme Beato (1999), dentre as teses que buscam explicar a violência temos: É um aspecto dramático do problema do crime no Brasil que ele venha a ser objeto da atenção de nossos governantes somente quando ultrapassar os limites estruturais aos quais está tradicionalmente confinado. Quando estende-se à classe média e à zona sul, imediatamente soam os alarmes da mídia e a indignação das elites. Nesse momento, as pessoas põem-se a especular a respeito das causas da criminalidade a fim de combatê-la. Uma das teses, bastante recorrente, aliás, é a de como o crime estaria "evidentemente" associado à pobreza e à miséria, à marginalidade dos centros urbanos e a processos migratórios. Dentre os marcos legais de controle temos leis que tem como objetivo tipificar e controlar e coibir a violência. São elas: Lei Maria da Penha - LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006. Estatuto da Criança e do Adolescente - LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. Estatuto do Idoso - LEI No 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003. Lei da Palmada - LEI Nº 13.010, DE 26 DE JUNHO DE 2014. A lei Maria da Penha contribuiu para tipificar os tipos de violência doméstica mais presentes nas queixas policiais. Conforme o art. 7 Art. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras: I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal; II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos; IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades; V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. De diversas alterações no código penal tornando mais severas as penas para crimes hediondos, crimes associados a maus tratos e com motivações fúteis etc. Além disso algumas políticas têm sido deflagradas por diversos estados com diferentes resultados. As UPPs no Rio de Janeiro, o Fica Vivo de Belo Horizonte, programas de combate as drogas, realizados de diferentes maneiras em diferentes estados. Há que se considerar que não temos tido grandes sucessos nas políticas sociais de combate a violência, conforme Beato Filho (1999), duas versões oferecem suporte para diferentes compreensões sobre as razoes desse fracasso. 1 versão A ideia da reforma decorre da crença de que o crime resulta de fatores socioeconômicos que bloqueiam o acesso a meios legítimos de se ganhar a vida. Esta deterioração das condições de vida traduz-se no acesso restrito de alguns setores da população a oportunidades no mercado de trabalho e de bens e serviços, assim como na má socialização a que são submetidos nos âmbitos familiar, escolar e na convivência com subgrupos desviantes. Consequentemente, propostas de controle da criminalidade passam inevitavelmente tanto por reformas sociais de profundidade como por reformas individuais voltadas a reeducar e ressocializar criminosos para o convívio em sociedade. 2 Versão é igualmente forte a crença de que a criminalidade encontra condições ideais de florescimento quando é baixa a disciplina individual e o respeito a normas sociais. Consequentemente, políticas de segurança pública enfatizam a necessidade de uma atuação mais decisiva do Poder Judiciário e das instâncias de controle social. Isto significa legislações mais duras e maior policiamento ostensivo, de forma tal que as punições dos delitos sejam rápidas, certas e severas. Entretanto, conforme o próprio Beato Filho, o que tem se demostrado eficaz são programas que articulam de modo interinstitucional o estado e a sociedade. Buscando apoio nas diversas organizações sociais da sociedade civil envolvidas com o tema, bem com os diversos órgãos governamentais que atuam da educação, saúde, assistência social, defesa social. As diferentes versões para compreensão da violência ainda fortalecem a crítica apontada por Beato Filho de que “Não acreditamos que a mudança de valores das pessoas deva ser objeto de políticas governamentais. ” o mesmo sugere que “ O que deve ser oferecido às pessoas são orientações acerca das consequências de suas ações, tanto em direção ao crime como em relação ao não-crime. “ A violência tem repercussões significativas para a saúde em todas as nossas atividades, qualquer que seja a profissão escolhida. Conforme Minayo (1998) os sanitaristas frequentemente manifestam estranheza ao se depararem com um fenômeno social que causa agravos à saúde, mas não se enquadra com facilidade nos esquemas habituais das disciplinas da saúde coletiva na tradição de um ofício mais voltado para o campo das doenças e sua determinação social. Como profissionais da saúde esse é o nosso desafio, temos muito a compreender e avançar para que possamos encontrar a maneira adequada de abordagem tanto no tratamento quanto nas possibilidades de contribuir para sua prevenção.   Referências Bibliográficas. BEATO FILHO, Cláudio C.. Políticas públicas de segurança e a questão policial. São Paulo Perspec., São Paulo, v. 13, n. 4, p. 13-27, Dec. 1999. Disponível em: . acesso em 08 Sept. 2017. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-88391999000400003. BRASIL, Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos. LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm Acesso em 07/09/2017 BRASIL, Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 13.010, DE 26 DE JUNHO DE 2014. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato 2011-2014/2014/Lei/L13010.htm Acesso em 08/09/2017 BRASIL, Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI No 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.741.htm Acesso em 07/09/2017 BRASIL, Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm Acesso em 06/09/2017 CHAUÍ, Marilena, Convite a Filosofia. 12ₐ edição Ed. Ática, São Paulo, 2002 COSTA, J. F. O ano em que daremos férias à tropa de elite. Nem tudo se perdeu: ainda há o cidadão comum. Jornal Estado de São Paulo, em 07/10/07 LISBOA, V. Os números alarmantes do Atlas da Violência no Brasil. Agencia Brasil, Disponível em: http://www.huffpostbrasil.com/2017/06/05/os-numeros-alarmantes-do-atlas-da-violencia-no-brasil_a_22126725/ Acesso em 06/06/2017 MINAYO, M C. de S. e SOUZA, E. R. de: 'Violência e saúde como um campo interdisciplinar e de ação coletiva'. História, Ciências, Saúde — Manguinhos, IV(3):513-531, nov. 1997-fev. 1998.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Ano Novo - 2017

2016/2017 - Para Tomás Confesso que foi difícil, começar a escrever, todo ano busco uma poesia um texto que nos ajude a refletir sobre o ano que passou e apontar nossas perspectivas de futuro. Mas dessa vez foi particularmente difícil. 2016 fomos atacados onde já acreditávamos ter consolidado algumas de nossas certezas, tivemos o período mais longo de democracia sem rupturas, e apesar de todos os problemas anteriores, respeitamos com civilidade os recursos democráticos. Vimos um bando de sujeitos inomináveis usurparem o voto de 53 milhões de pessoas com objetivos que a cada dia que passa ficam mais claros para todos, inclusive aqueles que inicialmente apoiaram; os interesses escusos que levaram ao afastamento da presidente eleita. Mas temos certeza que isso não ficará assim. A história certamente nos recuperará a possibilidade de compreensão dos reais motivos que levaram a aquele bando a romper com o ciclo democrático que estávamos a construir. Mas nessa hora temos que nos lembrar que a LUTA CONTINUA... Afinal construir um mundo mais justo e humano não é tarefa exclusiva nossa, dos Brasileiros. Nossas mazelas como seres humanos ficaram tremendamente expostas em 2016, as guerras cada vez mais sangrentas, principalmente para as populações mais indefesas, o drama daqueles que fogem desses campos de horrores em busca de paz e uma vida melhor, atentados covardes contra populações que não estão diretamente ligadas ao conflito. As dificuldades impostas pelo capitalismo industrial e financeiro que destruiu postos de trabalho no mundo inteiro, com objetivo único de se reorganizar para obter mais lucro. A natureza nos cobrando com intensidade, na forma de alterações na temperatura, com terremotos, inundações secas e nevascas, o nosso descaso com os cuidados com a nossa casa. Mas nessa hora temos que recorrer a aqueles que sempre nos ajudaram ao ver o futuro e nosso papel nessa luta. Ontem um menino Que brincava me falou Hoje é a semente do amanhã Para não ter medo Que este tempo vai passar Não se desespere, nem pare de sonhar Nunca se entregue Nasça sempre com as manhãs Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar Fé na vida, fé no homem, fé no que virá Nós podemos tudo, nós podemos mais Vamos lá fazer o que será Ontem um menino Que brincava me falou Hoje é a semente do amanhã Para não ter medo Que este tempo vai passar Não se desespere, nem pare de sonhar Nunca se entregue Nasça sempre com as manhãs Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar Fé na vida, fé no homem, fé no que virá Nós podemos tudo, nós podemos mais Vamos lá fazer o que será Gonzaguinha - Nunca Pare De Sonhar Queria lembrar também o poema de Thiago de Mello nosso poeta da Amazônia, Para os que Virão Como sei pouco, e sou pouco, faço o pouco que me cabe me dando inteiro. Sabendo que não vou ver o homem que quero ser. Já sofri o suficiente para não enganar a ninguém: principalmente aos que sofrem na própria vida, a garra da opressão, e nem sabem. Não tenho o sol escondido no meu bolso de palavras. Sou simplesmente um homem para quem já a primeira e desolada pessoa do singular - foi deixando, devagar, sofridamente de ser, para transformar-se - muito mais sofridamente - na primeira e profunda pessoa do plural. Não importa que doa: é tempo de avançar de mão dada com quem vai no mesmo rumo, mesmo que longe ainda esteja de aprender a conjugar o verbo amar. É tempo sobretudo de deixar de ser apenas a solitária vanguarda de nós mesmos. Se trata de ir ao encontro. (Dura no peito, arde a límpida verdade dos nossos erros.) Se trata de abrir o rumo. Os que virão, serão povo, e saber serão, lutando. Convido a todos e todas a acreditar que tempos melhores virão, nossa união, nossos desejos de um mundo mais justo, nosso amor pelos seres vivos desse nosso mundo devem ser o combustível, para continuar nossa luta. Vamos seguir nesse rumo e conto com todos e todas para estar ao meu lado. Um grande beijo para todos.

sábado, 16 de abril de 2016

Mais uma perda

Hoje perdemos um grande companheiro na luta por um atendimento digno às mulheres que viveram uma situação de violência sexual em Belo Horizonte. Dr. ANDRÉ ROQUETE . Médico, grande estudante das leis. Foi responsável pela formação de muitos médicos na residência do Odilon Behrens, Importante incentivador do ambulatório que atendeu diversas mulheres que viveram a situação de violência sexual. Foi também um dos responsáveis pela implantação da cadeia de custódia, tendo incentivado e contribuído com a articulação da saúde com a justiça e policia civil. Aos colegas do IML nossa solidariedade. Fica a saudade de sua parceria e amizade.